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II. Cura Falsa versus Cura Verdadeira
A cura falsa meramente faz a pobre troca de uma ilusão
por outra ‘melhor’, um sonho de doença por um
sonho de saúde. Isso pode ocorrer nas formas mais baixas
da oração, combinada com perdão bem intencionado,
mas ainda não compreendido completamente. Só a cura
falsa pode dar lugar ao medo de modo que a doença estará
livre para atacar outra vez. A cura falsa, de fato, pode remover
uma forma de dor e doença. Mas a causa permanece e não
deixará de ter efeitos. A causa ainda é o desejo de
morrer e vencer o Cristo. E com esse desejo a morte é uma
certeza, pois a oração é respondida. Mas existe
um tipo de morte aparente que tem uma fonte diferente. Ela não
vem devido a pensamentos que magoam e a uma raiva furiosa contra
o universo. Meramente significa que chegou o fim da utilidade do
funcionamento do corpo. E assim ele é descartado como uma
escolha, do mesmo modo como alguém joga fora uma roupa que
já não usa mais.
Isso é o que a morte deveria ser: uma escolha quieta feita
com alegria e com uma sensação de paz porque o corpo
foi usado de forma benigna para ajudar o Filho de Deus ao longo
do caminho que ele segue para Deus. Nós, então, agradecemos
ao corpo por todo o serviço que ele nos prestou. Mas, estamos
também agradecidos, pois terminou a necessidade de caminharmos
no mundo dos limites, e de tentarmos alcançar o Cristo em
formas escondidas, visível no máximo em belos vislumbres.
Agora podemos olhar para Ele sem antolhos, na luz que aprendemos
a contemplar outra vez.
Chamamos a isso morte, mas é liberdade. Ela não vem
em forma que parecem ser impostas na dor sobre a carne que não
a quer, mas como um sinal de boas-vindas que é dado com gentileza
à liberação. Se houve cura verdadeira, essa
pode ser a forma na qual a morte vem, quando chega o momento de
descansar por algum tempo de um trabalho feito e terminado com contentamento.
Agora vamos em paz para ares mais livres e um clima mais gentil,
onde não é difícil ver que as dádivas
que demos foram guardadas para nós. Pois o Cristo está
mais claro agora, Sua visão se sustenta mais em nós
e a Sua Voz, a Palavra de Deus, é nossa com mais certeza.
Essa passagem gentil para uma oração mais elevada,
um perdão benigno dos caminhos da terra, só pode ser
recebida com gratidão. Contudo, antes disso a cura verdadeira
tem que ter vindo abençoar a mente com o perdão amoroso
dos pecados que ela sonhou e depositou sobre o mundo. Agora os seus
sonhos são desfeitos na quietude do descanso. Agora o seu
perdão vem curar o mundo e ela está pronta para partir
em paz, tendo terminado a jornada e aprendido as lições.
Isso não é morte segundo o mundo, pois a morte é
cruel através dos seus olhos apavorados e toma a forma de
punição pelo pecado. Como poderia ser uma benção
assim? E como poderia ser recebida com boas-vindas, se não
pode deixar de ser temida? Que cura pode ter ocorrido nessa visão
de algo que é meramente o abrir do portão para uma
oração mais elevada e uma justiça feita com
benignidade? A morte é prêmio e não punição.
Mas tal ponto de vista tem que ser trazido por uma cura que o mundo
não pode conceber. Não há cura parcial. O que
apenas troca de ilusões não fez nada. O que é
falso não pode ser parcialmente verdadeiro. Se estás
curado, a tua cura é completa. O perdão é a
única dádiva que dás e queres receber.
A cura falsa se baseia na cura do corpo, deixando a causa da enfermidade
ainda sem qualquer mudança, pronta para atacar outra vez
até trazer uma morte cruel em aparente vitória. Ela
pode ser mantida em xeque por algum tempo, e podem existir períodos
de breve descanso enquanto ela espera para cobrar a vingança
do Filho de Deus. Contudo, não pode ser vencida até
que toda a fé depositada nela tenha sido retirada e colocada
no substituto de Deus para os sonhos maus: um mundo no qual o véu
do pecado não está presente para mantê-lo escuro
e sem consolo. Finalmente o portão do Céu se abre
e o Filho de Deus está livre para entrar na casa que está
pronta para dar-lhe as boas-vindas, que foi preparada para ele antes
que o tempo existisse e ainda espera apenas por ele.
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A
CANÇÃO DA ORAÇÃO
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