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III. Separação versus União
A cura falsa cura o corpo em parte, mas nunca como um todo. As
suas metas separadas ficam bem claras nisso, pois não removeu
a praga do pecado que se encontra nele. Portanto, ainda engana.
E também não é realizada por alguém
que compreende que o outro é exatamente igual a ele mesmo.
Pois é isso que faz com que a cura verdadeira seja possível.
Quando é falsa, há algum poder que outro possui que
não foi igualmente concedido a ambos como um só. Aqui
a separação se mostra. E aqui o significado da cura
verdadeira foi perdido e ídolos surgiram para obscurecer
a unidade que é Filho de Deus.
Curar para separar pode parecer ser uma idéia estranha. Contudo,
pode ser aplicada a qualquer tipo de desigualdade. Essas formas
podem curar o corpo e são, de fato, geralmente limitada a
isso. Alguém sabe mais, foi mais treinado, ou talvez seja
mais talentoso e sábio. Assim sendo, pode propiciar a cura
de alguém que está abaixo de dele e merece a sua condescendência.
A cura do corpo pode vir através disso porque em sonhos a
igualdade não pode ser permanente. O sonho é feito
de trocas e mudanças. Ser curado parece significar encontrar
uma pessoa mais sábia que, por sua arte e aprendizado, terá
sucesso.
Algum outro sabe mais: essa é a frase mágica através
da qual o corpo parece ser o objetivo da cura tal como o mundo a
concebe. E a esse mais sábio um outro vai se consultar para
tirar proveito do seu aprendizado e da sua maestria, para encontrar
nele o remédio para a dor. Como isso pode ser assim? A cura
verdadeira não pode vir da desigualdade assumida e depois
aceita como a verdade, usada para ajudar a restaurar os feridos
e acalmar a mente que sofre da agonia da dúvida.
Nesse caso, existe um papel na cura que alguém possa desempenhar
para oferecer ajuda a um outro? Em arrogância a resposta tem
que ser 'não'. Mas em humildade, de fato, há lugar
para ajudantes. O seu papel é igual ao papel que ajuda na
oração, e deixa que o perdão seja o deve ser.
Tu não fazes de ti mesmo o portador da dádiva especial
que traz a cura. Apenas reconheces a tua unicidade com aquele que
pede ajuda. Pois nessa unicidade o seu senso de estar separado é
desfeito, e é isso que o faz doente. Não há
sentido em dar um remédio à parte do lugar onde está
a fonte da doença, pois assim ela jamais pode ser verdadeiramente
curada.
Curadores existem, pois são os Filhos de Deus que reconheceram
a sua Fonte e compreenderam que tudo o que a sua Fonte cria é
um com eles. Esse é o remédio que traz um alívio
que não pode falhar. Ele permanecerá para abençoar
por toda a eternidade. Ele não cura em parte, mas integralmente
e para sempre. Agora a causa de todas as enfermidades foi revelada
exatamente como é. E nesse lugar agora está escrita
a Palavra santa de Deus. A doença e a separação
têm que ser curadas pelo amor e pela união. Nada mais
pode curar assim como Deus determinou que fosse a cura. Sem Ele
não há cura, pois não há amor.
Só a Voz de Deus pode te dizer como curar. Escuta, e nunca
falharás em trazer o Seu remédio gentil àqueles
que Ele envia a ti, para permitir que Ele os cure e para abençoar
todos aqueles que servem com Ele em nome da cura. A cura do corpo
ocorrerá porque a sua causa se foi. E como agora não
há mais causa, ela não pode vir de novo em uma forma
diferente. E a morte também não será mais temida
porque foi compreendida. Não há medo naquele que foi
verdadeiramente curado, pois o amor agora entrou onde ídolos
costumavam estar e, finalmente, o medo deu lugar a Deus.
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