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Celibato – Casamento
Bárbara:
Eu mencionei que antes no trajeto para Houston, eu recebi a idéia
de vivenciar o celibato... absolutamente nenhuma expressão
sexual. Eu tinha imaginado como isso seria e agora eu ia viver isso.
Eu amei. Eu notei uma sensação imediata de paz e calma.
O jeito que eu caminhava mudou. O jeito que usava meus olhos mudou.
Eu descobri que meu antigo jeito de ser era destinado para atrair
admiração, desejo e aprovação. Eu estava
pasma. Que alívio começar a deixar tudo isso pra lá
e relaxar. Agora onde quer que eu esteja eu estou “só
para ser verdadeiramente útil... para representar Aquele
Que me enviou.” Eu aprendi que sensações sexuais
poderiam simplesmente ser vivenciadas como amor.
Depois de três meses de alegre celibato eu recebi uma chamada
interurbana de Robert em São Francisco. Ele queria vir me
ver. E agora o que eu ia fazer? Eu estava desfrutando completamente
meu estado de ‘santa senhora solteira’ em Houston e
não tinha nenhuma intenção de largar o celibato.
O que eu faria com o Robert?
Eu presumi que passaríamos algum tempo juntos e compartilharíamos
tudo que tinha acontecido com cada um de nós durante os quatro
meses desde que nos vimos pela última vez. Como eu não
tinha mencionado Robert para ninguém em Houston, (eu não
sabia se iria alguma dia vê-lo novamente) eu contei só
para alguns amigos que ele estava vindo me ver.
Quando eu o apanhei no terminal de ônibus, eu senti uma alegria
tão profunda, pura e santa de vê-lo. Estávamos
deliciados em ver um ao outro. Eu estava agradecida por ser tão
fácil estarmos juntos. Eu realmente notei que eu me senti
tensa com o pensamento de contar a ele sobre meu celibato.
Conversamos até às 5:00 da manhã seguinte e
de repente, para a surpresa óbvia de ambos, Robert disse,
“Nós devemos nos casar.”
Houve um grande silêncio de choque quando percebemos o que
Robert tinha dito. Nós dois tínhamos sido casados
duas vezes e nenhum de nós tinha nenhuma intenção
de se casar pela terceira vez. Cada um de nós tinha se sentido
completo e íntegro enquanto estávamos separados. Nenhum
de nós tinha algum dia estado num relacionamento no qual
não tivéssemos sentido necessidade. Como seria uma
casamento que não ‘necessitávamos’?
Era hora de contar para Robert sobre meu celibato e do meu desejo
de continuar sendo casta. Para a minha surpresa, Robert compartilhou
que também tinha sido casto há quatro meses e estava
descobrindo muito no processo. Nós dois queríamos
continuar o nosso relacionamento de um modo não-sexual...
por que o Espírito Santo queria que casássemos?
Nós oramos juntos dizendo, “Espírito Santo,
parece que você está nos orientando a casar. Nós
não compreendemos e nós O seguiremos. Se, no entanto,
de alguma maneira nós compreendemos equivocadamente e não
é correto casarmos, por favor, coloque alguma barreira em
nosso caminho e nós saberemos que não devemos ir até
o fim com isso.”
Apenas quatro dias depois com uma dúzia de amigos / família
reunidos, em 20 de julho de 1977, às 18 horas no jardim de
orações florido de rosa da Unity Church of Christianity
de Houston, Jane e Sig Paulson auxiliados por Barry Knowles nos
casaram oficialmente. Nossos votos foram: 1) ter este Relacionamento
Santo usado pelo Espírito Santo de qualquer maneira que Ele
Desejar, 2) usar o nosso Relacionamento Santo como um canal para
expandir e estender a experiência do amor na Filiação,
3) confiar que nós dois estamos pedindo ao Espírito
Santo para nos guiar em tudo que façamos, e 4) nutrir e apoiar
um ao outro na realização da nossa Unicidade com Deus.
Então, estávamos casados. Nossa disciplina diária
veio a ser acordar às 6:00 da manhã, fazer algumas
respirações e alongamento, ler nossa lição
do dia de UCEM, meditar, ler o Manual de Professores e o Texto.
Até aí, era alguma coisa por volta de 8:00 e o telefone
começava a tocar. Estávamos dando seminários
e fazendo aconselhamento pessoal em nossa casa e muitos aconselhamentos
pelo telefone também.
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