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Curso Em Milagres
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Bárbara:
Um tarde, depois de quatro meses do nosso grupo de UCEM, um grupo
de nós estava meditando junto e estávamos começando
a alongar, respirar fundo e retomar a consciência ‘normal’.
De repente tive uma visão interior, vendo as palavras, “Você
fica aqui, Robert vai para Índia.” As palavras eram
tridimensionais em maiúscula com as bordas em chamas. Eu
também ‘ouvi’ uma voz profunda repetir as palavras!
Antes que eu pudesse falar, uma profunda, violenta tristeza brotou
em mim e eu explodi em soluços. O som dos meus soluços
foi a primeira indicação para qualquer um no recinto
que alguma coisa incomum estava acontecendo. Conforme eu respirava
fundo e observava esses sentimentos, todos foram se sentando silenciosamente
ao meu redor. Durante toda essas experiência de externar tristeza
eu senti uma profunda paz interior, uma tranqüilidade, uma
confiança que tudo estava bem. Logo fui capaz de compartilhar
com Robert e os outros o que tinha acontecido.
Amigos tinham recentemente viajado para Índia e estavam nos
instigando a ir. Robert e eu estávamos pedindo orientação
sobre isso. Que somente um de nós iria nunca tinha ocorrido
para nós. No entanto, num lugar lá no fundo, nós
dois sentimos a retidão desta orientação, embora
nossas emoções estivessem oscilando da paz ao medo
da perda, e novamente à paz.
Como instruído no Texto de UCEM, tínhamos pedido ao
Espírito Santo para entrar em nosso relacionamento e transformá-lo
de um ‘relacionamento especial’ em um relacionamento
Santo; de um relacionamento baseado em ‘o que eu posso ganhar
com você’ para ‘como podemos, dentro deste relacionamento,
ser úteis.’ Nossa experiência com o Espírito
do Amor – ‘Deus’ para conosco agora – era
tão forte em nossas vidas que estávamos dispostos
a confiar que qualquer coisa que o Espírito Santo nos guiasse
a fazer seria mais maravilhosa do que poderíamos imaginar.
Então compreendemos que se o nosso estar juntos, Robert e
eu, era bom, então seja qual fosse a situação
para a qual o Espírito Santo estivesse conduzindo cada um
de nós com certeza seria tão boa ou melhor. E é
claro, a única maneira de continuar a revelar a verdade daquilo
que estávamos aprendendo era seguir a orientação.
Mais tarde naquele dia, numa reunião dos funcionários,
eu estava me sentindo agitada e distante. Tudo que parecia que eu
conseguia fazer é ficar mais o calma possível, respirar
e vagarosamente andar pra lá e pra cá na sala, repetindo
para mim mesma nossa lição do dia de UCEM. Eu me vi
repentinamente virando para o grupo e dizendo, “Eu não
estou aqui. Eu vou sair para descobrir onde estou.” Com isso,
sai do chalé e fui para nossa cabana, me sentindo muito esquisita.
Assim que pus a minha mão na maçaneta da porta, novamente
ouvi a voz interior, “Volte para Houston, você tem muito
para ensinar e aprender lá.”
Entrei na cabana e deitei na cama. O Espírito Santo estava
enviando Robert para Índia e eu para Houston. Uma completa
mudança radical para ambos. Nós deveríamos
ficar nos lados opostos do mundo!
Dentro de mais ou menos uma hora, Robert subiu para a cabana e eu
contei para ele que tinha recebido orientações adicionais
e que eu deveria ir para Houston. Nós ficamos sentados silenciosamente
olhando lá fora para a linda Sierra Valley. Não a
veríamos ou não veríamos um ao outro por muito
tempo... talvez nunca mais...
Eu vasculhei as minhas coisas e no dia seguinte convidei a comunidade
de Campbell Hot Springs e alguns amigos da Sierra Valley para vir
à nossa cabana. Eu assisti toda a minha mobília, aparelho
de som, muitas roupas, jóias, louças, panelas e frigideiras
desaparecem nas mãos dos amigos, muitos deles deixaram generosas
doações.
Logo eu estava livre para rapidamente e facilmente me mudar para
onde quer que o Espírito Santo quisesse. Eu me senti tanto
exultante quanto triste, e oscilava entre essas duas emoções.
Nós continuamos nosso trabalho diário com UCEM. Era
um salva-vidas!
Robert foi maravilhoso me apoiando, e estava mentalmente carregando
tudo no Plymouth, querendo me ajudar a usar todo o espaço
disponível. As primeiras coisas a serem carregadas eram 20
conjuntos de UCEM que sobraram da última remessa recebida
uma semana antes. Qualquer espaço que sobrasse, eu preencheria
com pertences pessoais.
Quatro dias após receber a orientação para
retornar a Houston, eu estava de malas prontas e pronta para partir.
Embora Robert não estivesse agendado para partir para a Índia
pelo menos por um mês, e eu até pudesse ter esperado
para partir para Houston, minha insistência para ir era tão
forte que nenhum de nós conseguia suportar. Tivemos alguns
pensamentos de nos agarrarmos até o último minuto
possível, mas nossas jornadas separadas aparentemente já
tinham começado. Ambos sentimos a tremenda energia de que
eu deveria ir agora.
Sem o Robert saber, eu tinha secretamente escondido um dos recém
entregues conjuntos de Um Curso Em Milagres. Estávamos usando
aquele conjunto de livros que Jose tinha nos dado. Agora que estaríamos
estudando separadamente, cada um de nós precisaria de um
conjunto. Do lado de dentro da capa do livro Texto, eu escrevi “Para
Robert – Você foi o primeiro milagre na minha vida...
minha alma gêmea. Eu te amo, sempre. Obrigada, sou muito grata
a você. Eu te aprecio plenamente… Bárbara.”
Na noite antes de partir, eu dei a Robert o novo conjunto de livros.
Foi um momento especialmente terno para ambos. Estávamos
nos sentindo incrivelmente corajosos... permitindo que o Espírito
Santo nos enviasse para lados opostos da terra (olhe um globo) e
confiando que esta aparente separação era para o melhor
de cada um de nós individualmente, para o nosso Relacionamento
Santo, e para a Filiação.
Na manhã da minha partida, fizemos nossa rotina costumeira.
Lemos nossa lição do dia, meditamos, lemos o Manual
de Professores e depois o Texto, e então caminhei até
as termas quentes... momentos intemporais. Parti naquela manhã
numa leve chuva de neve de abril. Brega como pode parecer; nós
gritamos “Eu te amo” um para o outro até que
estivesses tão distantes que não pudéssemos
mais ouvir.
Enquanto eu dirigia tive esta experiência nítida de
que estava vivendo um sonho de que o ‘eu’ que eu tinha
pensado que eu era nunca mais realmente teria controle outra vez.
Era como se eu estivesse irrevogavelmente num bote em um rio, e
já que eu não poderia dizer ao rio para onde ir ou
ter qualquer senso real de onde o bote ia, minha única função
era escolher ter uma boa experiência com o que quer que fosse
acontecer dali em diante. “A Paz de Deus é a minha
única meta.” Eu estava surpresa em me sentir gloriosamente
leve e alegre. Eu tinha pensado que a partida realmente seria extremamente
triste. Então eu lembrei da parte no Manual de Professores
onde Jesus fala sobre “onde antecipou dor, acha, ao contrário,
uma feliz leveza de coração.” Então eu
me senti mais leve ainda! Um Curso Em Milagres tinha se realizado
em minha própria vida pessoal. Eu verdadeiramente podia confiar
que Robert e eu estávamos sendo guiados em direção
à experiência do Amor Perfeito, Paz Perfeita.
Robert:
Algumas horas depois da Bárbara ter pegado a estrada nós
recebemos um cartão postal endereçado a mim e aos
funcionários. Bárbara tinha parado em Loyalton (15
milhas distante daqui) e nos escrito uma mensagem de amor. Ela tinha
postado a tempo de sair na entrega da manhã. Que emoção
foi aquilo. Durante os dias seguintes recebemos mais 4 mensagens,
nos contando da sua alegria e aventura viajando em direção
a Houston, e do seu amor por todos nós.
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A
PAZ DE DEUS É A MINHA ÚNICA META
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