Fundação para o Despertar da Mente (Awakening Mind )


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Robert na Índia


Robert:

Depois que a Bárbara foi para Houston, eu comecei a planejar a minha visita à Índia. Embora eu não tivesse dinheiro para financiar esta aventura, eu marquei a data da partida, comecei as preparativos da viagem, e comecei a deixar as pessoas saberem que eu estava indo. Logo, meus amigos estavam organizando uma festa de ‘despedida’!

Eu realmente não sabia onde ou como o dinheiro iria se materializar, então eu comecei a tentar decifrar isso. Eu pensei em tentar arrumar um emprego e trabalhar para isso, embora a quantia que eu precisava parecesse muito mais do que eu seria capaz de conseguir em tão pouco tempo. Eu pensei em pedir emprestado, embora não soubesse onde. Logo eu descobri que o que mais eu estava fazendo era me preocupando com isso.

Quando faltava uma semana para a data marcada para a partida, eu ainda estava sem o fundo necessário, e finalmente escolhi parar de me preocupar. Eu encontrei um pensamento que liberou toda a minha preocupação: “Se eu devo ir para Índia, os meios para fazer isso virão. Se eu não tenho que ir, todo o esforço que eu pudesse fazer não funcionaria.” Com esta idéia, veio uma certeza – não que eu soubesse que eu ia para Índia, mas que o que era certo para mim iria acontecer.

Eu continuei com todos os preparativos da viagem, exceto pagar a passagem aérea, e comecei a ficar ansioso com minha festa de despedida. Se eu acabasse não indo para a Índia, nós teríamos uma boa festa de despedida mesmo assim.

O dinheiro começou a entrar – a maior parte como presentes. Um amigo me deu 100 dólares e pediu para pensar nele enquanto estivesse na Índia e enviasse uma cartão postal. Um outro amigo me deu um cheque, “Use para alimentação na sua viagem.” Eu recebi muitos presentes como expressões de querer alegremente fazer parte do meu passeio. Todos esses presentes foram espontâneos. Eu aprendi muito sobre a disponibilidade de receber!

A noite da festa chegou e a minha provisão de dinheiro tinha aumentado consideravelmente. Conforme os amigos se juntavam e me perguntavam se eu estava com as finanças completas para minha jornada, quando eu dizia que não, aquele que perguntou puxava algumas notas para somar. Assim também fizeram alguns outros que estavam ouvindo.

Minha disponibilidade para receber estava novamente expandindo quando a festa virou um jogo para custear a minha viagem. Num certo momento um amigo disse, “Quando faltar 5 dólares para o tanto que você precisa, me fala.” A pessoa ao lado dele disse, “Me fala quando faltar 100 dólares, eu completarei para você.” Isso virou um jogo para valer, e cinco minutos mais tarde, eu tinha atingido o meu valor planejado para as despesas da viagem 1.500 dólares – pronto para ir para Índia!
Dois dias depois, eu estava no avião. Dois acompanhantes esperados tiveram que adiar, então viajei sozinho. Eu cheguei em Nova Deli às 4 da manhã, cerca de 30 horas após sair do aeroporto de São Francisco. Depois de resgatar minha mochila, me pus a procurar um quarto de hotel.

Para ter uma idéia de como fazer isso, eu perguntei a um companheiro viajante, um ocidental que parecia saber o que estava fazendo, onde encontrar um quarto barato. Ele me deu o nome de um hotel e me indicou um ônibus que me levaria lá. Eu estava me sentindo um tanto quanto confiante quando observei quão aparentemente simples tudo isso ia ser.

O ônibus me deixou numa construção muito grande e moderna, que pareceu muito mais luxuoso do que eu tinha esperado encontrar na Índia. Sabendo da economia do país, eu esperava que a diária de um quarto simples fosse bem baixa. O atendente respondeu à minha solicitação de um quarto citando o preço de 30 dólares por noite. Talvez você possa imaginar o meu choque. Eu estava esperando pagar não mais que 5 ou 6 dólares por um quarto. Eu saí pela porta para pegar o ônibus de volta, mas ele já tinha ido.

No entanto, havia um táxi. Encontrando o motorista, eu pedi que me levasse a um hotel “barato”. Ele fingiu entender inglês, e lá fomos nós.

Agora, eu quero enfatizar para você, como eu pedi para ele, eu disse que não queria cometer o mesmo erro. Desta vez eu usei e enfatizei a palavra “barato”.

Aparentemente meu motorista de fato compreendeu a palavra “barato.” Assim eu me recostei para aproveitar o passeio e algumas das minhas primeiras paisagens da Índia, logo eu estava vendo uma pobreza muito profunda. O táxi estacionou e o motorista apontou para um barracão caindo aos pedaços, logo depois dos corpos dormindo espalhados na rua e calçadas. Estava começando a amanhecer e algumas pessoas estavam levantando, enrolando suas esteiras e trapos em trouxas. Eu fiquei mais enervado vendo essa cena. Como eu descobri mais tarde, meu motorista tinha me levado até o meio de uma das áreas mais pobres da antiga Deli. Todas as estórias da pobreza da Índia, todas as fotos da National Geographic, estavam ali bem na minha frente ao vivo e em cores. Dificilmente estava preparado para a experiência de estar no meio disso. Eu não saí do táxi.

Eu disse ao motorista para encontrar um outro lugar mais “caro.” Ele fingiu entender inglês, e lá fomos nós.

Eu estava feliz sentado no táxi, acalmando meus pensamentos, enquanto meu motorista periodicamente apontava e dizia, “Aqui” eu rejeitava cada hotel, contente só por passear por um tempo. Olhando fixamente através da janela do táxi, eu notei uma placa com um anúncio de um certo hotel. Eu perguntei ao motorista sobre o hotel, mas ele deu de ombros, resmungou alguma coisa e continuou a dirigir. Embora ele tenha apontado várias outras possibilidades, eu ainda estava pensando naquele hotel que eu tinha visto no anúncio. Então eu disse para o meu motorista para me levar de volta para o hotel sobre o qual eu tinha perguntado. Ele agiu como se tivesse me entendido, e lá fomos nós, com ele continuando a apontar possíveis lugares para eu ficar. Então eu percebi que ele realmente não tinha entendido o meu pedido, então eu comecei a dar instruções para virar aqui e lá. Eu estava procurando por qualquer coisa familiar, ou que eu pensava que pudesse estar indo em direção para re-localizar aquele hotel. Fiquei impressionado por achá-lo de novo e ansiosamente fui para o balcão do saguão. Até ali minhas considerações quanto ao dinheiro eram bem insignificantes. Um quarto estava disponível por 8 dólares a noite, que era mais do que eu queria gastar, mas aquilo não me brecou naquele momento.

Em poucos minutos eu estava no meu quarto ajeitado em segurança. Fiquei lá por um tempo, respirando, relaxando e focando na minha lição do dia de UCEM. Eu mal podia acreditar em tudo que tinha vivenciado em menos de duas horas na Índia. Depois de um surpreendente curto período de tempo eu estava me sentindo pronto e capaz de estar entre as pessoas outra vez. Caminhando dois quarteirões até a esquina do parque da cidade, no centro de Nova Deli, eu sentei na grama e observei... mais carros a cada minuto, mais pessoas não sol da manhã, mais alegria e leveza no meu coração.
Depois de várias horas agradáveis absorvendo as paisagens e os sons de Nova Deli e interagindo com muitas pessoas intrigantes e interessantes, o calor sempre aumentando me levou de volta ao relativo ‘frescor’ do meu quarto de hotel. Eu deitei na cama, refletindo sobre a minha primeira manhã na Índia.
Logo o telefone ao lado da minha cama começou a tocar. Eu tinha certeza que alguém tinha discado o número do quarto errado já que ninguém na terra sabia onde eu estava. Eu atendi ao telefone, e uma voz disse, “Robert?” eu fiquei mudo e finalmente disse, “Sim?”

“Oi, aqui é o Geoffrey, de Nova Iorque. Lembra de mim? Eu te conheci no ano passado.”
Eu exclamei, “Como você conseguiu me achar aqui?!” Ele respondeu, “Eu ouvi que você estava vindo para Nova Deli uns dias depois de mim, então eu reservei um quarto para você aqui. Eu estou bem embaixo do seu corredor.”

“Se conhecesses Quem caminha a teu lado no caminho que escolheste, o medo seria impossível.” T-18.III.3.2

Eu me senti completo – eu não precisava de mais nada. Estava pronto para voltar para casa. Eu posso até ter seriamente considerado retornar, mas pela condição amarrada com a minha passagem área econômica que estipulava que eu deveria ficar na Índia não menos que uma semana. Com este pensamento em mente, eu alinhei meus pensamentos para seguir ao norte em direção aos Himalaias como previamente planejado.

Eu carreguei meus pertences numa mochila. Enchi a mochila com as coisas essenciais, que para mim, incluíam meu conjunto de UCEM. Aqueles três livros eram uma porcentagem grande do peso que eu carreguei, e os mantive comigo o tempo todo. Meu trabalho com eles era parte de cada dia conforme eu continuava com as lições. Nos dois meses das minhas viagens, com muitas mudanças radicais de locais e estilos de vida, eu sempre achei bem possível incorporar meu estudo de UCEM. Mais de uma vez quando eu estava lendo, alguém expressava espanto que eu mochilava com um livro tão grande. Quando eu mostrava os outros dois, seu espanto aumentava.

Índia foi muito uma viagem interna, independente das circunstâncias externas. As pessoas com as quais eu me conectei, várias vezes, eram profundamente introspectivas. Os insights e pontos de vista que estava recebendo do meu estudo de UCEM, provaram ser uma oportuna dádiva de pensamentos para compartilhar com meus companheiros viajantes, que é claro continuamente ajudaram a esclarecer idéias para mim. Este é um aspecto do meu trabalho com UCEM que ainda continua.

Possivelmente meu maior aprendizado durante as minhas viagens e aventuras na Índia foi ser flexível. Surpresas e circunstâncias inesperadas vieram a ser normais - o ambiente físico, relacionamentos, transporte, alimentação e costumes; cada aspecto das percepções Indianas, meus julgamentos, medos e crenças.

Cada dia trouxe uma nova lição do Livro de Exercícios de UCEM, e como tenho ouvido muitos estudantes de UCEM dizer, os acontecimentos de cada dia fornecem exatamente as oportunidades certas para praticar a lição daquele dia.

Algumas das minhas lições durante os dias próximos à minha chegada em Nova Deli:
“O mundo que vejo não contém nada do que quero.”
“Além desse mundo há um mundo que eu quero.”
“Aquele que busca a verdade não pode falhar.”
“Libero o mundo de tudo aquilo que eu pensava que fosse.”
Algumas das minhas lições durante duas visitas distintas a um ashram nos pés dos Himalaias:
“O Céu é a decisão que eu tenho que tomar.”
“Aceitarei a Expiação para mim mesmo.”
“Todas as coisas são ecos da Voz por Deus.”
“Eu estou entre os ministros de Deus.”
Uma lição durante uma viagem de trem (muito lotado e turbulento):
“Estou em casa. O medo é estranho aqui.”

Durante esta viagem de trem, um Indiano, coberto de brotoejas e bolhas na pele sentou do meu lado. Eu ‘acidentalmente’ esfreguei meu braço no dele e pensamentos cheios de medo de pegar sua doença de pele passaram na minha mente. Você provavelmente consegue imaginar como eu me senti quando, em alguns dias, meu braço tinha brotoejas e caroços exatamente como os dele.

Minha lição: “Não há morte. O Filho de Deus é livre.”

Dois dias depois, com as brotoejas no meu braço focando a minha atenção, minha lição foi, “Que minha mente não negue o Pensamento de Deus.” Enquanto contemplava esse pensamento eu tive uma liberação repentina do medo e um grande senso de confiança. Em minutos, as brotoejas tinham desaparecido!

Minhas lições nos dias antes do meu vôo de retorno, quando eu estava mais confuso sobre o que deveria fazer retornando a América:

“O Nome de Deus é a minha herança.”
“Quero a paz de Deus.”

Eu retornei da Índia virtualmente quebrado. Eu não tinha nenhuma idéia do que eu deveria fazer, exceto tomar meu rumo para Houston e conectar com a Bárbara. Simplesmente sabendo que o próximo passo é tudo que eu preciso saber. Quando eu cheguei em Houston, Bárbara e eu conversamos durante horas e horas. Um dos nossos tópicos foi Confiança. A disponibilidade para viver sem tentar saber o futuro requer coragem. UCEM nos diz, “A Confiança resolveria todos os problemas agora.” Bárbara estava lendo a seção sobre ‘Confiança’ no Manual de Professores todas as manhãs. Isso certamente me interessou. Eu particularmente não me sentia confiando, mas de fato continuei a dar aquele “próximo passo” e é exatamente isso que continuo a fazer. Eu não preciso saber de mais nada, somente onde por meu pé exatamente agora – e eu noto que continuo encontrando aquele passo quando chega a hora de dar o passo.

Minha mente tem continuado a tentar projetar o futuro e desta projeção, decifrar o que eu devo fazer. Eu noto que continuo tentando decifrar isso até que o Espírito Santo me diz o que fazer, e então eu faço.

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A PAZ DE DEUS É A MINHA ÚNICA META

 


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