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Um Encontro Santo
" Quando te encontras com qualquer um, lembra-te de que é
um encontro santo" T-8.III.4
Bárbara:
Uma parte do início dessa época em Houston, eu passava
freqüentando várias reuniões. Um domingo à
noite, eu estava com um grupo em um apartamento. A energia era muito
amorosa e acolhedora e começamos a cantar. A porta do apartamento
estava aberta e eu suponho que nossas risadas e cantorias podiam
ser facilmente ouvidas.
Eu notei um grande homem parado na entrada da porta, olhando fixamente
para o grupo. Naquela hora já era quase o fim da reunião
e eu estava me preparando para sair, alguns de nós estavam
se abraçando e dizendo para o outro o quanto nos amávamos.
O estranho continuou parado lá assistindo, mas logo em seguida
ele entrou e começou a fazer comentários frívolos,
como “Ei, cara, parece que este é o lugar certo para
estar com todos esses abraços de graça e tudo mais.”
Era óbvio que ele tinha bebido.
Minha lição de UCEM para aquele dia era, “Tudo
que eu dou é dado a mim mesmo”. Então eu estava
enviando bênçãos, amor e aceitação
para este homem e quando ele se aproximou de mim eu tive que aceitar
seu abraço. Quando sai do apartamento eu notei que ele estava
me seguindo.
Silenciosamente, comecei a conversar com o Espírito Santo,
“O que eu devo fazer? Estou segura?” E eu ouvi, “Sim,
você está segura. Estou com você.” Então
continuei a andar.
O homem parou e chamou com uma voz suplicante, “Por favor,
espere.” De repente ele soou completamente diferente. Agora
eu ouvia uma qualidade especial em sua voz; eu ouvia um pedido de
ajuda. Eu fiquei completamente harmonizada com aquela súplica
bem definida e quando eu me virei para responder ele começou
a chorar, “Eu sou tão solitário,” ele
disse. “Observar todos vocês lá com seus amigos
abraçando e apreciando a companhia um do outro, me fez perceber
o quanto eu sou solitário.”
Eu parei, respirei fundo, e esperei o Espírito Santo me dizer
o que fazer. Então o homem disse, “Você passaria
um tempo comigo?” Minha reação imediata, a qual
eu não expressei, foi “Não!” Era tarde
e eu queria ir para casa. Além do mais, estava com medo.
Mas depois daqueles pensamentos iniciais, eu falei com o Espírito
Santo e disse, “Você sabe que eu não quero fazer
isso, mas Você sabe que mais do que qualquer outra coisa,
que quero amar o que estou aprendendo em UCEM. Guie-me.”
Imediatamente eu recebi, “Vá com ele.” Então
eu fui.
O homem disse, “Meu apartamento é bem embaixo daquele
em que você estava. É por isso que ouvi tudo que estava
acontecendo e subi para olhar. Você desceria comigo e ficaria
comigo por um tempo?” Novamente, algo dentro de mim disse,
“Nãaaao”, mas tudo que meu espírito disse,
foi “Sim.” Externamente eu respondi “Sim e, por
favor, entenda que eu só quero ser sua amiga, isso é
tudo.” Isso pareceu tudo bem para ele. Ele não agiu
surpreso ou resistente àquela condição. Eu
me senti muito melhor.
De fato, eu ficava ouvindo, “Siga em frente. Você está
segura. Eu estou com você.” Respirei fundo várias
vezes e apelando para o Espírito Santo para me dar forças
para estar com essa pessoa, descemos as escadas e entramos em seu
apartamento.
Na hora que ele fechou a porta do apartamento, ele começou
a tirar a roupa! Minha vontade imediata era gritar e sair correndo
se eu pudesse, pois ele estava bloqueando a porta. Mas eu continuei
ouvindo a minha lição na minha cabeça, “Tudo
que você dá é dado a você mesma.”
Eu pensei, “Se eu der rejeição, sentirei rejeição
e eu sei o quanto isso é terrível. Se eu agir como
se ele fosse horrível, então ele me tratará
como uma pessoa horrível trataria, e eu não quero
isso também.” Claramente ele estava bêbado ou
drogado. E lá estava ele: um homem enorme, de fato, tirando
a roupa e chegando perto de mim.
Eu comecei a falar para ele que eu entendia que ele era solitário
e que eu gostaria de ajudar a atenuar sua solidão ficando
com ele. Eu ofereci uma massagem nas costas. O tempo todo em que
eu estava falando, ele estava tirando a minha roupa. Novamente,
o eu ‘ego’ horrorizou-se e quis gritar ou fazer alguma
coisa menos tratá-lo com respeito, apreciação
e amor, porque realmente parecia que eu ia ser estuprada. O Espírito
em mim continuou a falar com ele como se eu o vivenciasse como sendo
gentil, amoroso, um Irmão maravilhoso; o que de fato ele
realmente era.
Eu disse a Jesus, “Eu sei que você está aqui
comigo. Eu sei que você me dará o que eu preciso. Eu
sei que eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil...”
Era uma experiência peculiar, observar as minhas reações.
Uma parte de mim se sentia apreensiva e qualquer outra coisa, menos
contente, confiante e segura, e eu estava simplesmente assistindo
esta trama bizarra.
A essa altura eu já estava nua. Ele estava nu. E eu estava
sendo carregada para o quarto. No decorrer disso tudo eu mantive
a conversa, relatando o quanto eu também tinha estado triste
e solitária algumas vezes. O tempo topo eu o tratei o mais
gentilmente e pacientemente que pude. Eu estava confiando, embora
para os olhos físicos parecesse que eu estava numa grande
enrascada.
Eu perguntei se ele queria experimentar e me deixar massageá-lo,
me deixar massagear seus ombros e estar com ele desse jeito. Eu
expliquei, “Você não tem nada a perder. Eu não
estou lutando ou resistindo a você, eu apenas estou sugerindo
que talvez possa haver algo que eu posso te dar que pode ser satisfatório.”
Ele estava relutante, mas me soltou por um tempo e eu comecei a
acariciar sua cabeça e massagear suas costas, conversando
com ele e mentalmente enviando amor. Então eu comecei a relaxar
um pouco e cheguei à conclusão que estava tudo bem
estar nua na cama desta pessoa. Isso era o trabalho de cura do Espírito
Santo. Quando eu compreendi isso, eu me senti tremendamente grata
e literalmente comecei a vibrar com muita energia e poder que eu
estava vivenciando. O reconhecimento de que eu, de fato, era capaz
de estar naquele tipo de situação e ainda me sentir
amorosa e relativamente em paz era reconfortante.
Meu estado de paz estremeceu quando ele se virou e começou
a me beijar e me tocar. Eu não me recordo da maioria das
coisas que eu disse. Eu estava simplesmente confiando que me dariam
as palavras certas. E de alguma maneira ele relaxou de novo conforme
eu continuei a massageá-lo e falar com ele. Por algum tempo,
ele até deu alguns suspiros profundos comigo. Este ciclo
continuou por várias horas. Primeiro parecia que ele estava
relaxando e talvez até adormecendo, então de repente
ele ficava agressivo novamente. Minha lição de UCEM
continuava me ajudando a permanecer tão amorosa e pacífica
quanto eu possivelmente conseguia. Eu sabia que tudo que eu queria
dele era amor. Eu não queria nenhuma violência ou sentimentos
ruins. Eu não queria que ele fizesse algo que o fizesse sentir
culpado.
Por volta das duas horas da manhã, eu disse a ele que tinha
que usar o banheiro. Para minha surpresa, ele me soltou. Enquanto
eu estava no banheiro, eu orei, “Por favor, eu quero ir para
casa. Eu acho que eu fiz bem esta noite e realmente gostaria de
ir para casa.”
Quando sai, eu me senti levada a simplesmente dizer isso: “Estou
pronta para ir para casa agora.” Para o meu espanto, eu perguntei
se ele me levaria até o carro. Eu fiquei atônita ao
me ouvir dizer aquilo, porque o meu desejo era sair daquele apartamento
sozinha... e rápido.
Eu continuei, “É hora de ir. Eu sinto que nós
dois demos muito um ao outro e eu apreciaria se você não
se incomodasse e se vestisse e me levasse até meu carro.”
Ele fez isso! Ele se vestiu. Eu estava louvando a Deus e agradecendo
a Jesus, enquanto eu dizia a este homem o quanto eu tinha apreciado
o nosso momento juntos, o quanto eu tinha aprendido e o quão
gentilmente ele tinha me tratado. Eu fiquei impressionada ao descobrir
que eu estava sendo sincera. Eu realmente senti aquelas coisas.
Nós saímos do apartamento para entrar na noite. Eu
senti um enorme alívio e gratidão. Quando comecei
a entrar no carro, ele disse, “Você pode me dar o seu
número?” Tudo dentro de mim reagiu com horror. Eu queria
dizer “Não.” Eu até pensei em dar um nome
e um número fictício, mas novamente a lição
do dia veio para a minha mente, “Tudo que eu dou é
dado a mim mesma.” Trate-o com amor e respeito. Eu disse,
“É claro. Vou escrever para você.” E eu
escrevi meu nome e número de telefone correto. Eu disse a
ele que estava dando seminários sobre cura, relacionamentos,
e sobre como nossos pensamentos afetam as nossas vidas. Eu expliquei
um pouquinho de UCEM e o convidei a freqüentar. Ele me agradeceu
e me ajudou a fechar a porta do carro. Eu dei a partida no carro
e disse adeus, novamente dizendo o quanto tinha apreciado o tempo
que passamos juntos, e o quanto eu tinha aprendido estando com ele.
Finalmente, fui embora.
Era mais ou menos 30 minutos de carro de onde eu estava morando
na época e durante o trajeto eu estava eufórica. Eu
tinha sido abençoada com a oportunidade de viver a verdade;
perfeitamente guiada, perfeitamente segura e totalmente amada.
Eu espero que eu tenha servido este irmão necessitado com
algum valor de cura, e eu penso nele com gratidão. Ele me
ligou algumas vezes, sempre parecendo bêbado ou drogado. De
novo, eu o convidei para assistir os seminários, mas ele
nunca apareceu.
Claramente o Espírito Santo o enviou para me ensinar que
“nada real pode ser ameaçado.” O milagre daquela
noite forneceu a oportunidade para eu saber com absoluta clareza,
de que o que eu dou, eu recebo. Com fé e confiança,
a orientação do Espírito Santo superará
antigos padrões de reações e ilusões.
A verdade se aplica a todas as situações sem exceção.
Ela sempre funciona.
“Quando te encontras com qualquer um, lembra-te de que é
um encontro santo.
Assim como tu o vires, verás a ti mesmo.
Assim como o tratares, tratarás a ti mesmo.
Assim como pensares dele, pensarás de ti mesmo.
Nunca te esqueças disso, pois nele acharás a ti mesmo
ou te perderás.” T-8.III.4
P.S. Quem sabe como as sementes do amor que o Espírito Santo
plantou naquela noite estão crescendo agora. Nós só
podemos ser felizes ao dar e não ficar preocupado com os
resultados da doação. Eu sei que meu amigo está
curando, também. Por que outra razão teríamos
estado juntos?
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A
PAZ DE DEUS É A MINHA ÚNICA META
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