Fundação para o Despertar da Mente (Awakening Mind )


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Parte 2_01 - Sessão de Perguntas e Respostas:


Questionador: Eu quero perguntar sobre a questão da confiança. Qual tem sido a sua experiência com a confiança quando se refere às pessoas com doenças terminais, com pessoas que estão morrendo. Quais são seus pensamentos?

David: Para aqueles que não ouviram - quando você está lidando com a confiança, o que acontece quando você confronta com alguém com uma doença terminal? Como a confiança enfrenta a doença terminal neste mundo?

Eu tive essa experiência nos anos 90. Estava visitando um estudante meu em Michigan. Ele estava ficando com a sua namorada que fazia parte de uma comunidade. Um dos membros da comunidade tinha sido diagnosticado com uma doença terminal e estava realmente em seu leito de morte. Literalmente, ele estava no sofá da casa da sua irmã, e estava morrendo. Ele estava nos estágios finais da doença terminal.

Vocês viram o comercial de cereais, “Vamos fazer o Mikey fazer isso?” Meu estudante, disse, isso é ótimo, vamos fazer o David ir lá na casa do homem que está morrendo e ver o que acontece! Talvez veremos um tipo de coisa de Lázaro, vamos ver o que acontece quando colocamos David junto com uma doença terminal!
O modo que eu me preparei para isso foi rezando. Era uma cena muito sombria no mundo da percepção e o pesar tinha começado. O homem estava deitado no sofá e sua irmã estava lá. Simplesmente entrei lá e sentei e comecei a orar. Neste estado de prece, estou sempre disposto a ser usado pelo Espírito Santo. Mas eu não sei o que irá acontecer, eu nunca tenho nenhuma pista. O Espírito Santo é o como.

Parte do roteiro era que a irmã dele era Católica. Depois de orar por vários minutos todas aquelas palavras começaram a jorrar através de mim. Comecei a falar, comecei a compartilhar, e algumas idéias do Curso em Milagres começaram a sair. A irmã estava ficando nervosa. Num certo momento ela disse, “Eu me sinto muito desconfortável com o que quer que esteja acontecendo aqui. Você e seus amigos vão ter sair.” O homem que estava no sofá, que está morrendo, com todas as suas forças levantou seu braço e disse, ‘NÃO. Deixe-o continuar.”

Acontece que este homem que estava morrendo no sofá tinha sido um estudante de Um Curso Em Milagres. Eu não sabia disso; eu só fui convidado a ir lá. Ele disse, “Eu quero ouvir o que ele tem a dizer. Eu estudei este Curso e havia coisas que eu tinha dificuldades em aceitar. Eu sinto que este é o Espírito Santo falando comigo agora.”


Toda a situação mudou.

Eu conto este exemplo porque nós precisamos ter tanta fé para confiar no Espírito Santo e não pré-julgar as situações onde seremos chamados para falar. Esta foi uma situação onde o Espírito Santo queria vir e pareceu mudar toda a complexão de tudo.

Eu tive uma outra situação com um homem que estava no sofá e aparentemente diagnosticado com os estágios avançados do câncer. Nós tivemos um encontro tão poderoso e tão Santo que seus olhos brilhavam quando eu saí porque nós tínhamos nos unido tão profundamente no propósito que ele reconheceu que tinha uma escolha. Ele não estava perdendo seu tempo e querendo morrer, ele estava interessado em orar e ler materiais metafísicos em seu sofá.

Você começa a reconhecer que tudo é o resultado de uma decisão. Quando nós usamos a frase “doença terminal” isso significa uma doença que está destinada a levar à morte. Você chega num estado de tal confiança que você é ensinado por Jesus que não existe nenhuma morte. De fato, essa é uma lição do Livro de Exercícios, “Não há morte. O Filho de Deus é livre.” O que você faz é trazer essa atitude, você traz a alegria. Quando você transcendeu a morte na sua própria mente, você transcendeu o pesar.

Um outro exemplo é que me pediram para falar no funeral da minha Avó. Minha Avó, Lílian viveu até os 99 anos de idade. Mas em toda a minha vida nós tivemos essas conversas profundas sobre Deus. Ela dizia, “Eu simplesmente não acredito que Deus enviaria alguém para o inferno. Eu simplesmente não acredito nisso.”
Eu dizia, “Nem eu.” Ela era uma mulher tão amorosa que em todos os anos que eu a conheci, eu nunca pude fazer nada de errado. Eu nunca fiz nada de errado em seus olhos. Para mim foi um símbolo do amor incondicional.

Fui solicitado para falar em seu funeral. Fui lá e estava orando para isso. Ela estava na minha mente e o que eu ouvi foi, “Eu quero falar no meu próprio funeral.” Eu pensei, ok, isso vai ser interessante. Eu tinha ouvido falar de ventriloquismo, mas aparecer num funeral... Eu me levantei e havia um ministro que já tinha feito a maior parte do serviço, e Lílian simplesmente veio jorrar-se através de mim. As pessoas foram tocadas e começaram a chorar porque ela tinha tocado muitas vidas. O que quer que foi dito, as pessoas a reconheceram. Elas começaram a chorar e todo mundo estava chorando.

Eu falei por cinco minutos. Foi uma celebração. Não havia uma sombra do pesar nisso. Ela realmente não acreditava na morte! Ela estava deixando todos saberem disso. “Agora que estão todos aqui, agora que vocês não podem mais me ver, eu tenho uma boa notícia para vocês. A morte não existe.” Depois, o ministro veio até mim e disse, “Eu queria ter um bloco de notas para ter anotado o que foi dito.” No cemitério havia todas aquelas flores que todos tinham enviado e eu dizia, “Peguem essas flores. Levem com vocês e celebre este dia. Este é um dia de alegria e celebração. Lembrem-se da Lílian por quem ela realmente é. Ela vive em seus corações para sempre.”

É isso que eu quis dizer sobre não acreditar em doença terminal ou na morte em si. Neste mundo um funeral pode ser uma coisa muito sombria. Neste mundo o pesar parece quase natural, um período de luto. Mas quando você alcança um estado do perdão, do “Tende bom ânimo, eu venci o mundo”, você pode ser verdadeiramente útil.

Um outro exemplo de doença terminal é quando fiz um treinamento para ser voluntário em um hospital para pacientes terminais. Eu me preparei como um voluntário junto com um ministro que tinha sido diagnosticado com leucemia. Nós fomos à Wendy’s para tomar um frosty. Ele estava me contando que tinha sido diagnosticado com leucemia e ela tinha se espalhado por todo o sistema sangüíneo e ele tinha somente um certo tempo de vida e isso e aquilo. Eu orei e olhei em seus olhos e disse, “Existe alguém na sua vida, uma pessoa querida, uma pessoa amada que vocês não estão se falando?” Ele olhou para mim chocado. Ele disse, “Oh, meu Deus, como você sabia sobre a minha irmã?” Eu perguntei a ele se ele estava falando com sua irmã e ele disse que eles não se falavam há anos. Eles tiveram uma grande briga.

Eu disse para ele que o seu problema não era leucemia. É interessante conversar com alguém que foi diagnosticado com leucemia e ser honestamente capaz de dizer, “Seu problema não é leucemia; há uma mágoa que você está guardando na sua mente contra a sua irmã. É com isso que você tem que trabalhar. Não se preocupe com o que os médicos dizem, com quanto tempo você tem para viver.” Eu dei uma tarefa para ele. Eu disse que eu queria que ele fosse para casa e ligasse para a irmã.

Eu o vi duas semanas depois, já que estávamos nos preparando para o hospital. Era interessante que estávamos treinando para trabalhar com pessoas com doenças terminais e ele tinha sido diagnosticado com uma. Ele veio duas semanas mais tarde e disse, “Você não vai acreditar no que aconteceu. Fui para casa e liguei para minha irmã. Deixamos tudo para trás. Demos risadas e choramos e então, fui fazer alguns outros testes e eles não conseguiram encontrar nenhum traço de leucemia. Os médicos ficaram atônitos.” Eu disse que é isso que os médicos fazem. Eles são como os curadores não curados. Eles tentam e fazem o melhor que podem, mas não reconhecem que a cura está na mente e não no corpo.

Ele ficou tão feliz.

Finalmente cheguei à ala do hospital. Eu estava com os médicos e enfermeiras e eles estavam se sentindo pesados. Eu conversava com eles e eles diziam que eles se sentiam como se estivessem na linha de frente de uma zona de guerra. Não com os pacientes, porque eles estavam lá para dar a eles analgésicos e administrar amor e compaixão. Mas, quando as famílias vêm e todos desmoronam em pesares, eles se sentiam como se estivessem no Vietnã, na linha de frente. Era simplesmente pesado. Quanto mais eu estava lá, mais me perguntavam, “O que há com você? Você valsa por aí como se fosse Fred Astaire dançando num hospital de doentes terminais! Há alguma coisa que você sabe? Você nos deixaria participar do seu segredo? Por que você está tão feliz?”

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Aceitando a Expiação para Si Mesmo



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