Fundação para o Despertar da Mente (Awakening Mind )


Pagina Inicial

Publicações

Contato

Um Curso Em Milagres

Eventos

II. A Psicoterapia é uma Profissão?

Estritamente falando, a resposta é não. Como poderia uma profissão separada ser aquela na qual todos estão engajados? E como poder-se-ia colocar limites numa interação na qual cada um é tanto paciente quanto terapeuta em todos os relacionamentos nos quais entra? Contudo, falando em termos práticos, ainda pode ser dito que existem aqueles que se devotam primariamente à cura de uma forma ou de outra como sua função principal. E é para eles que um número grande de pessoas se volta em busca de ajuda. Isso, com efeito, é a prática da terapia. Esses são, portanto, curadores ‘oficialmente’. São devotados à certos tipos de necessidades em suas atividades profissionais, apesar de poderem ser professores muito mais capazes fora delas. Essas pessoas não precisam de regras especiais, é claro, mas podem ser chamadas a usar aplicações especiais dos princípios gerais da cura.

Em primeiro lugar, o terapeuta profissional está numa posição excelente para demonstrar que não há nenhuma hierarquia de dificuldades na cura. Para isso, contudo, ele precisa de um treinamento especial, porque o currículo pelo qual veio a ser um terapeuta provavelmente ensinou-lhe pouco ou nada sobre os princípios reais da cura. De fato, provavelmente ensinou-lhe como fazer com que a cura seja impossível. A maior parte dos ensinamentos do mundo segue um currículo sobre o julgamento, com o objetivo de fazer do terapeuta um juiz.
Até isso o Espírito Santo pode usar, e usará, se Lhe for feito o menor convite. O curador não-curado pode ser arrogante, egoísta, descuidado e mesmo desonesto. Ele pode não estar interessado na cura como sua meta principal. Contudo, alguma coisa aconteceu a ele, por mais equivocada que seja a direção que possa ter escolhido. Essa ‘alguma coisa’ é suficiente. Mais cedo ou mais tarde essa ‘alguma coisa’ vai surgir e crescer; um paciente tocará o seu coração e o terapeuta lhe pedirá ajuda silenciosamente. Ele próprio achou agora um terapeuta. Pediu ao Espírito Santo que entre no relacionamento e o cure. Aceitou a Expiação para si mesmo.
Diz-se que Deus olhou para tudo o que havia criado e proclamou que era bom. Não, Ele declarou perfeito, e assim era. E como as Suas criações não mudam e duram para sempre, assim é agora. No entanto, nem um terapeuta perfeito nem um paciente perfeito podem existir. Ambos não podem deixar de ter negado a sua perfeição, pois a sua própria necessidade um do outro implica num senso de falta. Um relacionamento de pessoa para pessoa não é Um Relacionamento. Contudo, é o meio de retornar; o caminho que Deus escolheu para o retorno de Seu filho. Nesse estranho sonho uma estranha correção tem que entrar, pois só isso é o chamado para o despertar. E o que mais deveria ser a terapia? Acorda e fica contente, pois todos os teus pecados foram perdoados. Essa é a única mensagem que quaisquer duas pessoas jamais deveriam dar uma à outra.

Alguma coisa boa tem que vir de todos os encontros de paciente e terapeuta. E essa coisa boa é guardada para ambos, para o dia em que possam reconhecer que só isso era real em seu relacionamento. Naquele momento o que é bom é devolvido a eles, abençoado pelo Espírito Santo como uma dádiva de seu Criador, como um sinal de Seu Amor. Pois o relacionamento terapêutico tem que vir a ser como o relacionamento do Pai e do Filho. Não há nenhum outro, pois não há nada mais. Os terapeutas desse mundo não esperam esse resultado, e muitos de seus pacientes não seriam capazes de aceitar a sua ajuda se o esperassem. Contudo, nenhum terapeuta realmente determina a meta dos relacionamentos dos quais faz parte. A sua compreensão começa reconhecendo isso, e depois segue adiante a partir daí.

É no instante que o terapeuta esquece de julgar o paciente que a cura ocorre. Em alguns relacionamentos esse ponto nunca é atingido, apesar de que tanto o paciente quanto o terapeuta possam ter mudado seus sonhos no processo. No entanto, não será o mesmo sonho para ambos, e assim não é o sonho do perdão no qual ambos algum dia irão despertar. O que é bom é guardado; de fato, é valorizado. Mas apenas se ganhou um pouco de tempo. Os novos sonhos irão perder o seu apelo temporário e virão a ser sonhos de medo, que é o conteúdo de todos os sonhos. Todavia, nenhum paciente pode aceitar mais do que está pronto para receber, e nenhum terapeuta pode oferecer mais do que acredita que tem. E assim há um lugar para todos os relacionamentos nesse mundo, e eles trarão tanto bem quanto cada um puder aceitar e usar.

Contudo, quando o julgamento cessa acontece a cura porque só então pode ser compreendido que não há nenhum hierarquia de dificuldades na cura. Essa é um compreensão necessária para o curador curado. Ele aprendeu que não é mais difícil despertar um irmão de um sonho do que de outro. Nenhum terapeuta profissional pode manter essa compreensão em sua mente de modo consistente, oferecendo-a a todos os que vêm a ele. Há alguns nesse mundo que chegaram muito perto, mas não aceitaram a dádiva inteiramente para ficar e deixar que a sua compreensão permanecesse sobre a terra até o fim dos tempos. Dificilmente poderiam ser chamados de terapeutas profissionais. Eles são os Santos de Deus. Eles são os Salvadores do mundo. A sua imagem permanece porque escolheram que seja assim. Eles tomam o lugar de outras imagens e ajudam com sonhos benignos.

Uma vez que o terapeuta profissional tenha compreendido que as mentes são unidas, ele também pode reconhecer que a existência de uma hierarquia de dificuldades na cura é sem significado. Contudo, muito antes de chegar a isso no tempo, ele pode ir em direção a isso. Muitos instantes santos podem ser seus ao longo do caminho. Uma meta marca o fim de uma jornada, não o começo, e à medida que cada meta é atingida, outra pode ser vagamente vista na sua frente. Muitos terapeutas profissionais ainda estão bem no começo do estágio inicial da primeira jornada. Mesmo aqueles que começaram a compreender o que têm que fazer ainda podem se opor a dar a partida. Todavia, todas as leis da cura podem pertencer a eles em apenas um instante. A jornada não é longa exceto em sonhos.

O terapeuta profissional tem uma vantagem que pode economizar muito tempo se for usada de forma apropriada. Ele escolheu uma estrada na qual há grande tentação de usar o seu papel equivocadamente. Isso o capacita a passar por muitos obstáculos à paz bem rapidamente, se ele escapar à tentação de assumir uma função que não lhe foi dada. Para compreender que há nenhuma hierarquia das dificuldades na cura, ele também tem que reconhecer a igualdade entre ele mesmo e o paciente. Não há nenhum meio termo nisso. Ou eles são iguais ou não. As tentativas dos terapeutas de barganhar a esse respeito são, de fato, estranhas. Alguns utilizam o relacionamento meramente para colecionar corpos que os adorem no seu santuário, e isso eles consideram que seja cura. Muitos pacientes também consideram esse estranho procedimento como salvação. Contudo, a cada encontro há Alguém que diz: “Meu irmão, escolhe outra vez.”

Não te esqueças que qualquer forma de especialismo tem que ser defendida e o será. O terapeuta sem defesas tem a força de Deus consigo, mas o terapeuta defensivo perdeu de vista a fonte da sua salvação. Ele não vê e ele não ouve. Como, então, ele pode ensinar? Porque é Vontade de Deus que ele tome o seu lugar no plano para a salvação. Porque é Vontade de Deus que o seu paciente seja ajudado a se unir a ele ali. Porque a sua incapacidade de ver e ouvir não limita o Espírito Santo de forma alguma. Exceto no tempo. No tempo pode haver um grande intervalo entre o oferecimento e a aceitação da cura. Esse é o véu que cobre a face do Cristo. Contudo, ele não pode deixar de ser uma ilusão porque o tempo não existe e a Vontade de Deus sempre foi exatamente como é.

<<--    -->>

PSICOTERAPIA - Propósito, Processo e Prática

 


http://www.awakening-mind.org (English)

You are welcome to share the ideas found here. If you would like to participate
in distributing these materials, please contact us. We love to hear from you.